5 de março de 2010

Como e porque saí da UFPR

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As universidades federais são mais cobiçadas que as particulares.

Com certeza essa é a ideia que todo professor de terceirão ou cursinho preparatório passa e que a maioria dos vestibulandos assumem como verdade absoluta. Aí o cidadão estuda como um condenado anos a fio e consegue a aprovação. E daí?

E daí que eu fui um desses. Fui aprovado no curso de Engenharia Elétrica – período noturno – na Universidade Federal do Paraná. Fiz menos que um semestre e larguei mão. Ainda hoje, praticamente um ano depois, tem gente que torce nariz e faz perguntas do tipo: “você é louco?”.

Não vou expressar aqui meu descontentamento com a Universidade. Você não quer ler isso. Na verdade você quer ler algo do tipo: “Eu taquei foco no departamento de Ciências Humanas porque lá só tem bicha” mas eu não sou homofóbico, apenas incendiário.

A questão é que os vestibulandos ranhentos julgam que sabem tudo da vida porque já tomaram um porre na festa de despedida do terceirão. Para muitos é quase uma obrigação passar no processo seletivo visto que os pais investiram dinheiro (às vezes MUITO dinheiro) para isso. O que os pobres coitados não se dão conta é que estão fazendo as vontades dos próprios pais ou de algum professor. Eu demorei quase um semestre pra perceber que eu não iria curtir SEIS anos estudando sobre capacitores e o caralho a quatro e que a única disciplina que eu gostava, de fato, era programação. Mas o que mais me deixa emputecido comigo mesmo é que eu sabia que não ia gostar do negócio e que no fundo meu lugar era num curso de Sistemas de Informação ou outra área semelhante. Difícil é explicar isso pra quem não quer abandonar o paradigma.

A primeira coisa que as pessoas pensam é na minha insanidade. Logo depois cogitam falta de competência. Na verdade eu não dou a mínima para o que fulano o sicrano pensa pois quem me conhece de fato sabe que competência não é um problema para mim (tanto é que minhas notas em Física e Cálculo naquele semestre foram algumas das mais altas da sala).

Faça o que você gosta e faça bem feito. Ou não faça.

(continua…)

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