Estamos de novo naquela época em que todo mundo faz retrospectiva, lembra o que fez, o que gostaria de ter feito e o que prometeu que iria fazer.
Pra mim este fim de ano vai ser especialmente diferente.
Estou tomando uma decisão incrivelmente difícil relativamente a emprego e como vou obter meu ganha-pão. Essa questão será relatada num dos meus milhares de blogs na Internet e no meu Twitter.
Além de trabalhar como professor de inglês dou uma mão num escritório de advocacia operando como o "cara da informática" cuja abrangência de atuação vai desde comprar papel pra impressora até configurar o servidor de impressão. Como vocês podem imaginar meu tempo fica bem curto se for dividir com a faculdade, família e namorada. Não bastando isso decidi que seria MANEIRO ter MAIS UM emprego. Aí comecei a lidar com desenvolvimento de sistemas e o escambau a quatro.
O ponto no qual quero chegar: realmente vale a pena se matar desse jeito?
Negócio é que eu conheço um sem número de pessoas idênticas a mim - workaholics - que não conseguem parar. Na verdade não é questão de não conseguir, mas de querer.
Não que eu queira fazer apologia à vagabundagem, disso nosso Brasil varonil está cheio. O trabalho dignifica, é fato, (odeio usar frases-feitas, mas já que comecei vamos lá) mas tudo o que é demais faz mal. Eu vejo isso quando percebo que vou deixar de sair com amigos, família ou patroa pra cobrir afazeres de trabalho. E o pior: ao estabelecer prazo para a entrega de um projeto há compromisso, e aí a gente acaba sacrificando o pouco do tempo que teria com essas pessoas ou simplesmente curtindo a si mesmo. (não pensem besteira, seus pervertidos).
Quando eu digo "curtir a si mesmo" me refiro a ter tempo pra escutar música deitado no sofá, assistir séries (caramba como sinto falta de House, Friends e CSI), tocar violão ou simplesmente ficar à toa curtindo a preguiça.
E essa é uma resolução minha para o próximo ano: trabalhar pra viver e não viver pra trabalhar.

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